04 junho, 2009

"Carta ao Amor”

Atualizado em 28 de janeiro de 2017.
O título inicial desta postagem era “Carta de Amor”, fiz um jogo com as palavras, fazendo com que o leitor pensasse que se tratava de uma carta de amor, para uma outra pessoa, sendo revelado o seu real destinatário somente no final, Deus. Esta marca o começo da minha caminhada com o supremo ser, quando passei a compreendê-lo um pouco mais.

O texto teve origem alguns anos depois desse encontro, mas as impressões ainda vivas permaneciam pulsando em meu interior, nesta atualização tentei preservar um pouco do texto original, que diluído nos anos ainda guardo comigo, mas, suas imprecisões precisaram serem atualizadas e contextualizadas com o  redescobrimento do amor chamado Deus, com o olhar não mais como de um neófito, mas, de um alguém calejado pelos espinhos do caminho.

Compreender a dimensão do amor de Deus, é primeiramente reconhecer toda limitação transcendental formal de mensuração existente em todo o universo. Por mais que sintamos, nenhuma palavra está qualitativamente possibilitada, e expressamente legitimada para fazer inferência sobre o amor, senão, aquela impressa e expressa no “Está Consumado” de Cristo!

Falo do amor de Deus, em uma dimensão diminuta, sobre o amor que subjuga qualquer merecida condenação, cujo o inocente e fiel testemunha tomou para si, a culpa, a pena e os pregos dos seus agressores.

Tomé, também chamado Dídimo, teve o privilégio de andar com o cordeiro de Deus, e não compreendeu que Jesus carregava o peso da sua condenação em forma de madeira, e que foram seus pecados que sustentaram Cristo a Cruz, e o fizeram carregar os cravos dos pregos durante toda a eternidade! Tomé, o preço do amor foi pago, Cristo reviveu!

O criador, a verdadeira fonte de vida, princípio de toda bondade, justiça e paz, que mesmo antevendo-nos mortos espiritalmente, irreconciliáveis, pecadores, inimigos, blasfemadores e assassinos, nos reconciliou por seu amor por intermédio do Deus Cristo Jesus, herdeiro do seu amor e salvador de toda a carne, expiador perfeito, único e eterno.

O grande e verdadeiro amor, nos completa de paz, alegria, paciência, tolerância, de riquezas espirituais, imensuráveis, que mesmo com a unificação de todos os reinos do mundo e de suas riquezas, não conseguiria se comparar a riqueza do mais miserável dos homens, que encontrou e desfruta desse amor gratuitamente!

Hoje assim como no tempo antigo, alguns buscam se apropriar desse amor, tentam fabricar frutos artificias de arrependimento, como que se pudessem barganhar e ludibriar o coração daquele que nos sonda, infelizmente tais atalhos só produzem dor, sofrimento, incertezas e decepções.

Que tenhamos em mente, que aquele que nos ver, desnuda todo o nosso caráter e revela todas as nossas intenções e motivações é, senão a fonte de todo amor, e mesmo que sintamos o gosto amargo de sua ira, Deus sempre será a motivação de todo bom sentimento que brota na humanidade.

Que Deus em Cristo nos revista de seu amor, por toda a eternidade amém!

Fernando Saraiva

O início: Ondulações de minha fé

Quando iniciei a escrever devocionais nos idos de 2009, o fiz com um intuito, tentar provocar nas outras pessoas uma mudança no seu jeito de vê a Deus, tal iniciativa mostrou-se muito eficiente, dando a mim mesmo a oportunidade de refletir a cerca da pessoalidade da minha Fé, em Cristo.

Em 2009, pensava de uma forma, vestia-me de uma forma, e cria de uma forma, após alguns anos, assisti um novo nascimento desta fé, já não sou mais o mesmo, algo dentro de mim motivara a necessidade de uma releitura, e de texto em texto foi ocorrendo uma transformação, uma mudança que refletiu de modo nítido na formatação, edição e redação dos textos que se seguiram.

No momento que reedito essa postagem, vejo, como era diferente, como mudei, restou apenas um único parágrafo do original, original este que se perderá no  tempo, e nos sons do teclado, segue abaixo o fragmento que sobrará, que conseguira escapar das ondulações de minha fé.

Andar na presença de Cristo, não é apenas seguir uma serie de preceitos religiosos, que em alguns casos são meramente invenções do subconsciente humano usadas para julgarmos os outros e nos isentarmos de quaisquer responsabilidades ou culpas. “Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;” Is 29.13.

Que no horizonte das dúvidas e das certezas, possamos nos encontrar por inteiro!!! E ver em nos mesmos a realidade de nossa fé. Sem barganhas, hipocrisias ou falsidades.

Paz e Vida,
Fernando Saraiva


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