01 junho, 2025

O evangelho das redes sociais

Após muitos anos sem escrever publicamente, dou-me o direito de novamente deixar transparecer um pouco de mim, na dinâmica de um mundo de escuridões claras demais para cegar a mente daqueles que buscam virtudes em mentiras. Somos seres mitologicamente fadados ao erro, ao engano, as escolhas perfeitamente estupidas e incorretas. 

Vivemos em redes, redes de amizades, rede de mentiras, redes de falácias, encasulados em nossos próprios enredos inverídicos, construímos ídolos superficiais, estampados nas redes sociais, seguidos, curtidos, idolatrados no fazer cotidiano do ócio da fé, da ideologia, da supremacia do pensar terceirizado. 

Vidas artificiais, adoração fantasiada, êxtase da absurdidade, centros do desserviço, templos da perversidade, tempos do descaso e desamor, transvestido de casas de Deus, de falsos cuidares, das preocupações fingidas e infligidas de um falso pastoreado. 

Mentes sem juízo somam-se em prejuízos, alienação da fé, da conta bancária, da geladeira vazia que serve de combustível para o helicóptero do profeta de multidões perdidas, perdidas no pecado, na sede por Deus que alimenta a ganância dos homens, entorpecidas na fé “de mais” que carniça, que chama os abutres e oportunistas de plantão. 

Não se enganem, no escárnio, nas firulas dos altares corrompidos, das águas santas batizada nas “porcinhas” da ignorância, ademais perdidas nas páginas da bíblia mal lida, mal entendida por uns e mal ditas nas bocas de outras. 

Pena tenho desse exército dos oprimidos, que são confundidos com tilintar das moedas de ouro, prata, bronze ou cobre, que só servem na prática para a zombaria dos que pregam mentiras e são venerados por bênçãos que somente eles desfrutam. 

Que possamos abrir os olhos, a mente, a bíblia, e não deixar que a cobiça de uns seja o combustível do fogo que leva muitos a perdição, de seus bens, da sua sanidade mental e de seu amor por Jesus. 

Graça e paz, 

Fernando Saraiva

28 outubro, 2022

Viva o renovo de Deus



Extraído de: Comunidade Evangélica Pescadores de Alma

Quero nesta noite, saudar a igreja com a paz de Deus e do nosso Senhor Jesus Cristo, que reina e vive eternamente. Gostaria de usar em poucas e breves palavras uma mensagem de reflexão que se encontra em Romanos 12: 2,3 e tem por título Viva o renovo de Deus.
Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu.
Quero partilhar com os irmãos e irmãs, a profundidade de um cristão que não seja, como Cristo. Por muitos anos, nós evangélicos, nos colocamos fora a parte de muitas discussões e problemas, nos escondíamos em pseudas verdades, estamos em Cristo, não em crise, e por vezes por desconhecemos os dilemas e problemas de importantes personagens das escrituras, tais como: Elias, Davi, Moisés, Salomão, Rute, Paulo e tantos outros, que embora estivessem guardados em Deus, passaram pelos processos de perda, perseguição, tentação, orgulho, inveja, perigosos de vida e pelos três D, desamparo, desalento e depressão! 

Quero aqui pedir licença aos irmãos e irmãs para ler às palavras Brennan Manning escrita na abertura na abertura do livro - Convite à Loucura. “Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto — ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus — que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por ele. E assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é".

Sei que as palavras de Brennan são fortes e críticas, no entanto, as palavras do espírito santo de Deus, são mais fortes e constituem pilares eternos para a nossa salvação, conforme expressa Romanos 1:16,25.

Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que creem, primeiro os judeus e também os não judeus. [...] Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém!

A carta aos Romanos, é um dos livros mais emblemáticos do novo testamento, nele podemos extrair conceitos como pecado, separação de Deus, graça, justificação pela fé e renovação da mente por meio da iluminação e regeneração, entre outros aspectos. Foi exatamente a leitura deste livro que levou Martin Lutero, a afixionar as suas 95 teses a respeito do distanciamento da igreja católica das escrituras, o que provocou o segundo grande cisma da igreja, ou seja, que deu origem a igreja protestante, aquela que protesta contra os caminhos desse mundo! 

Ao adentrar ainda mais as certezas do texto lido, acredito que nós jovens, nos igreja de Cristo, prosélitos e ou experientes na igreja, muito embora isso, não seja sinônimo de comunhão com Jesus, não devemos nos esconder na nossa pouca idade para realizarmos a obra de Deus, e ou em condições adversas a nós, Moisés sofria embaraço com sua articulação vocal, Davi era de pequena estatura, e Jesus não havia formosura alguma em seu aspecto físico. Conforme o texto implica, não se achem “melhores do que realmente são” e “nem piores do que realmente são”! 

Nas oportunidades que me foram dadas de dialogar a respeito das escrituras e sobre a vida cristã, trago sempre a memória, a necessidade de estarmos em pose de três chaves espirituais, Vida de oração, leitura das escrituras e comunhão com Deus e com os irmãos. 

Não somente a juventude, mas a igreja de Cristo, precisa se perceber e tomar posse dessas chaves, você pode e será tentado na sua escola, no seu local de trabalho, aonde quer que andares, no entanto, é justamente na tua mente que as maiores batalhas acontecem, e não é por acaso que as escrituras nos alertam respeito da necessidade da renovação dela todos os dias, ao texto “vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” mediante a renovação da nossa mente! 

Por fim, De que forma então, alcançaríamos essa mudança de mentalidade? Devemos ter e buscar manter um relacionamento com espírito santo de Deus, e aqui, abro um questionamento final, por mais que estejamos em uma igreja pentecostal, conhecidos pela manifestação dos carismas ou dons espirituais, devemos sair desde local hoje, conhecedores que a principal função do espírito santo de Deus, é atuar no processo regenerativo, conforme relata João 16:8 na qual a palavra diz expressamente “Quando o Auxiliador vier, ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma ideia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus.” 

Talvez, e aqui falo especificamente aos jovens, vocês possam terem visto, um irmão ou irmã sendo muito usado por Deus, manifestava os dons espirituais, emanava o aroma de Cristo, chegando até mesmo a conhecer o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que escaparam das imoralidades do mundo, mas depois foram agarrados e dominados por elas, ficando no fim em pior situação do que no começo. Conforme expressa 2 Pedro 2:20. Saibam que devemos, pensar com humildade a respeito de nós mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu, vigiando sempre, orando sempre, buscando, o renovo de Deus todos os dias até a volta de Cristo!, Amém.

Texto: Utilizado como pregação na Igreja Assembleia de Deus, Campo Manancial - Congregação Efraim - 04 11 22

21 agosto, 2022

Uma igreja sem Cristo


Início essa reflexão com a frase de C. S. Lewis que disse: "De todos os homens  maus, os homens maus religiosos são os piores". Em nome de Deus, homens maus religiosos torturaram mulheres na idade média, acusando-os de bruxaria simplesmente por desejarem elas, lançaram desafetos no cárcere e aprisionaram negros em navios da escravidão e os desterraram em terras longínquas. 

Homens religiosos, porém maus, lançaram vidas inocentes em meio a prédios de uma metrópole americana, perseguiram  judeus e minorias. Detonaram bombas atômicas, em busca da paz e tornaram o mundo reféns dessas bombas! 

Homens religiosos maus, amantes do amor e da paz, promovem guerras para alcançarem uma paz inalcançável. Elegem políticos sabidamente corrupto em benefício próprio e outros totalmente incompatíveis com o cristianismo.

Foram homens religiosos, que crucificaram Jesus e soltaram Barrabás. Somos nós também, frutos de um cristianismo que não soube reconhecer seu erro e voltar a escrituras, e mesmo voltando  nos dividimos em tanto outros  de visões e práticas quase que irreconciliáveis. 

Nossos cultos louvam a nós mesmos, pregadores com cachê para falar bem de quem o contratou, outros tantos sem oportunidade por justamente expor adequadamente as escrituras. 

Vivemos um caos bíblico e mal reconhecemos o cristianismo que outrora fora pregado pelos pioneiros, e apesar disso tudo, nos achamos dignos de sermos chamados de cristãos?


São Luís, 17 de agosto de 2022

Tornando-me menos do que sou.


Ao se converter a fé cristã evangélica temos a falsa impressão que basta carregar a bíblia ou baixar um app no celular, usar camisa comprida ou com frases cristãs, frequentar um lugar que denominamos de  igreja, que nasce um novo "crente", se fosse assim, simples, bastava comprar um dicionário e um novo poeta ou poetisa acabaria de florescer... Bem, como nem todo Chico é Francisco, assim também é o cristão!

Tornando-me menos do que sou, nunca fui o cristão que um dia pretendia ser, e explico os porquês! O cristianismo requer abnegação, resiliência, compaixão, altruísmo e kenosis, Fernando, abnegação, resiliência, compaixão e altruísmo eu conheço, mas kenosis? 

Kenosis, na teologia é o termo que refere ao esvaziamento de si mesmo, que Jesus passou, um processo de humilhação no qual ele abriu mão de certos atributos divino para se fazer como nós, humanos.

Infelizmente, o cristianismo dos filmes, das reflexões do Instagram, das frases "sermônicas" de camisetas, chaveiros e canecas, não é o cristianismo real, do vivido diariamente! E eu estou cansando disso tudo! Discursos comprados, brigas por cargos, narrativas mentirosas, fofocas, orações contrárias, intrigas, autoego, perseguições... Pessoas que se acham donas de grupos, lideranças de templos e igrejas! 

Em um texto antigo, mas atual, "igrejas cheias de pessoas vazias", retrato a qualidade de cristãos que frequentam aqueles lugares que teimam em chamar de "Casa de Deus", na qual todos mandam, menos ele mesmo! 

É necessário repensarmos  o tipo de cristãos que nos tornamos, o tipo de igreja que frequentamos e o tipo de Cristo que anunciamos... Tive que renunciar a lugares, posições... e isso faz toda a diferença... Ainda tenho que renunciar mais, e em breve o tempo não somente curará às feridas que ainda doeem, como mostrará que não busco para mim o cristianismo do tempo de viver conquista e da exposição midiática.

Oro à Deus e a Jesus, que um dia posso torna-me o cristão que um dia experimentei viver nas leituras de livros, pois na vida real nenhum de nós somos!

15 maio, 2021

Temporal

Na língua portuguesa, há inúmeros significados para a palavra temporal, dentre estes, cito alguns: relativo a tempo, chuva com intensidade elevada, uma passagem de tempo, passageiro, temporário, provisório bem como, algo relativo ao profano, não religioso, não espiritual, mundano.
Imagem da Internet


Ao pensarmos bem, são inúmeros os significados e suas aplicações! Vou me ater nesta provocação, ao sentido psicológico do termo temporal, espero que o leitor não se decepcione, ou se, realmente haverá alguém que se importe em ler... 

Quando o céu está nublado, nuvens cinzas, carregadas, trovões ao fundo, olhamos e de certo modo tememos o que virá, uma tempestade talvez? Chuvas fortes, riscos de enchentes, inundações, desmoronamento, vidas humanas em risco, no entanto, há certos temporais que não nos demos conta, certos riscos, enchentes, inundações desmoronamentos, que se escondem na superfície serena da pele, do corpo, da alma, e como são terríveis esses temporais!

Na superficial camada da pele, nenhum telescópio é capaz de enxergar as nuvens tempestuosas formadas, um sorriso, uma leve sombra de maquiagem, já é suficientemente capaz de negar a dor que o silêncio solitário da existência teima em confrontar aquele quem carregar tamanha dor! 

Às lágrimas mais dolorosas, são aquelas que caem para dentro, que não se libertam e não encontram sua alforria e nem o seu destino de serem secadas por mãos que afagam! 

Tempestades! Cada tempestade interna ou externa, tem seus riscos particulares, suas extensões preliminares, suas consequências inevitáveis. Qual a solução para tudo isso, questiono!? 

 A vida é um amontoado de improvisos e imprevistos, porém, devemos dentro das nossas possibilidades, construir fortalezas que nos protejam das tempestades que certamente um dia iremos enfrentar, no entanto, devemos distinguir que fortalezas não são prisões, fortalezas nos protegem, prisões nos limita. 

 Nunca desista, você já deve ter ouvido falar ... depois da tempestade vem a bonança! Curta o seu tempo debaixo do sol, sinta o cheiro da primavera, o calor do sol ...e a renovação da paisagem, aproveite o tempo, às convivência e você mesmo, lembre-se o seu maior patrimônio é quem você é... e isso a tempestade não leva!

Por: Fernando Saraiva 
São Luís, 14 de maio de 2021.

13 maio, 2021

O MEDO DE NÃO SER ALGUÉM

A vida é repleta de medos e temores, o medo nada mais é, que a ausência da coragem, ou melhor dizendo, de atitude! Por vezes, nos escondemos em hipóteses e construímos nossas vidas em constâncias inexatas. 
Imagem da Internet


O mundo é mais velho do que a nossa existência, o velho céu sobre as nossas cabeças, já presenciou mais choros e lágrimas de arrependimento, do que possamos imaginar. 

Por vezes, passamos boa parte da nossa trajetória, colocando-nos reféns em expectativas alheias as nossas vontades, justamente por medo de não sermos alguém! 

Vivemos boa parte de nossa história, buscando nos apoiar em  mimos existenciais, da mais efêmera necessidade platônica de ser reconhecido por outrem, que pasmem, também construiu sua existência em hipóteses e constâncias inexatas, sem valor algum para aqueles que eles achavam que deviam igualmente agradar! Que triste tudo isso!!!

Devemos em algum momento de nossa pueril existência, acordamos da nossa matrix real, e sermos o nosso próprio Neo, negando em nós a permanência deste eterno ensaio de um ciclo vicioso de tempest_idades que nos consome na mais triste sinfonia de desamor próprio, ciclo este que chamamos de vida.

Vida esta, que nunca  de fato vivemos para nós mesmos, mas sim, à  tentativa infindável e infundável de viver as expectativas e planos dos outros!

Devemos buscar, no intervalo da finitude humana comum a todos (vida e morte), um real e verdadeiro sentido de sermos quem somos de fato, e não o espectro das intencionalidades e desejos daqueles que letargicamente tentamos  agradarmos, ao invés disso, devemos  tornamo-nos agradáveis a nós mesmos, vivendo nossas próprias expectativas, e nos deparando com as nossas próprias frustações! Frustrações e enganos, que cabem exclusivamente à nossa consciência aceitar, aceitar a responsabilidade que carregamos ao viver em voo solo!

Vencer o medo de não ser alguém, pode a priori ser mais difícil do que pensamos, mas lembre-se, viver é muito mais que existir, as pedras existem, mas não tem domínio de si, antes são chutadas, amarradas e escondidas... Não sejamos com a pedra a mercê de tudo, sejamos com as andorinhas, que podem até voar em bando, mas, fazem do seu voo solo, a sua própria existência! 

Por: Fernando Saraiva 
São Luís, MA, 08 de maio de 2021.

25 setembro, 2020

O CONVITE À LOUCURA

Há anos tenho esta frase como parte integrante do meu blog pessoal: 

“Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto — ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus — que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por ele. E assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é". (Convite à Loucura - Brennan Manning).

Já pensei inúmeras vezes em resignificar o nome que dar origem ao meu blog, no entanto, mesmo no silêncio textual que me cerca a muitos anos, há dentro de mim um terremoto de novos textos guardados e ansiosos para evidenciar na luz da crítica o repouso que merece.

A exposição de Brennan Manning fala sobre os cristãos, no entanto, quero fazer referência a todos aqueles que de algum modo, acreditam em uma divindade, e faço um singelo questionamento a estes! Vocês se sentem  verdadeiramnete representantes do seu Deus? A resposta a esta pergunta indicará dois caminhos distintos, no entanto, não estou aqui para respondê-la!

As religiões e ideologias que se amontoam no campo da guerra moral, que é a mente humana, por vezes, justifica o injustificável, banaliza o essencial, negligência o impoderável. 

Atualmente o chamado "ódio do bem", tomou conta dos discursos positivistas de alguns, a guerra moral que outrora falei, tornou-se corriqueira, o bem que desejo aos outros, depende dos "outros" de quem simpatizo ou tenho certa admiração, os outros, "outros", estes compõe o grupo que merecem a justiça do "ódio do bem", que não vem para o bem, senão para os olhos daqueles que alimentam o revangismo e a vingança... Transvestidos de justiça, social, econômica e ou divina!

Brennan Manning deslocou seu sensato humor textual, para tratar do esvaziamento moral e ético de muitos cristãos, que sendo seguidores de um Cristo, falsearam os seus princípios, em atos dignos de repulsa e indignação, que causam desanimo e desconforto naqueles que conhecem o Cristo falado, mas, não se sentem representados no modo como os seus seguidores agem e demonstram seus ensinamentos!

O convite à loucura que refiro-me neste preâmbulo diminuto do pensar, não faz referênça a nenhuma divindade e aos seus seguidores de modo específico, tão somente desvela o cinismo com que todos nós, seres humanos, enloquecemos em nossos próprios depósitos de incoerências que somos, se há uma vida inteligente fora de nosso globo celestial que chamamos de planeta terra, eles são de fato inteligentes em não se contaminar com a nossa profunda e contagiosa loucura, uma loucura que transcede quaisquer religião ou ideologia, pois ela está e se multiplica pelo simples contato com o contraditório que enxergamos no outro e não em nós mesmos"

São Luís, 25 de setembro de 2020.

Por: Fernando Saraiva e Fernanda Dutra 

31 agosto, 2019

Os salteadores do reino

Extraído de Pensador
Durante muito tempo convivi com o despreparo de muitos "pastores", que embora pastoreavam "igrejas", não eram amigos e nem fieis a "Bíblia Sagrada", antes a manipulava ao seu bel prazer, recortando e picotando  textos e retirando seus contextos, acusando e se escondendo nas suas "pregações" impregnadas de achismos e revanchismo, pois, invariavelmente, tinham que "defender" o seu status de "maior conhecedor de bíblia da igreja" ... mesmo, mal pegando-a da empoeirada estante.

Vi e ouvi, inúmeras "ministrações originais" nos púlpitos, que haviam sido copiadas de vídeos e sites de outros pastores, que ao contrário daqueles falsos expositores das escrituras, haviam estudando, pesquisado e refletido sobre tudo aquilo que estavam se propondo a  ensinar a outros, dentro daquilo que eles mesmos estavam apreendendo.

Infelizmente, as agendas de muitas "igrejas" estão lotadas de cultos, ensaios, coreografias, danças e até mesmo coaching espiritual, além de uma "enxurrada" de desnecessidades folclóricas e midiáticas, deixando aquilo que entendia ser a verdadeira fonte de vida, a exposição das escrituras, como sendo um mero "acessório" ou um "faz de conta" para enganar, quem quer e gosta de ser enganado!

Fizeram e ainda fazem do púlpito um "stand up",  contam piada, pregam fábulas, nomeiam cultos, contratam animadores famosos para encher o salão da igreja a custa dos membros que anestesiados aplaudem o caos ... 

Estes não se cansam de construírem e construírem templos, templos cheios de pessoas vazias... mas, não edificam vidas, não regam os jardins, não cultivam as plantas e nem criam ovelhas, antes sorrateiramente como salteadores, invadem os rebanhos "cuidados" por outros e oferecem cargos, prestígio e dinheiro ... uma agenda  lotada de convites, ou mesmo serem os destaques da congregação, depois do pastor e de sua família, é claro! 

Não se assuste e nem fique chateado ou chateada com as minhas palavras, o texto não é para você, desde que você não seja o tipo de pastor ou o tipo de "igreja" que está contida nele!

21 fevereiro, 2018

O legado esquecido!

Imagem Extraída de: Notícias BAD 
Faz muito tempo ... Em que um homem e seus amigos, chegaram a uma cidade no norte  do Monte Olimpo, na Grécia, eles, continuavam a obra de um jovem galileu que havia sido entregue a morte pelo seu povo e padecido em leis estrangeiras.

Os habitantes daquela cidade, ouviram atentamente suas palavras, e examinaram cuidadosamente se estas condiziam com as palavras antes reveladas pelos profetas e homens santos da antiguidade.... Eles constataram que de fato era verdade o que aqueles diziam, e as novas escrituras cunhada depois deles consideraram este ato como sendo,  nobre!

Passados alguns séculos, o legado desses homens e mulheres foram esquecidos, apesar de que seu feito fora escrito em um dos livros da revelação de Deus (Atos 17: 10-12) e atravessado gerações até os dias de hoje.

Hoje tristemente, falsos profetas, ministros de um evangelho deturpado... aumentam seus domínios,  seus horários na televisão, rádio e em jornais impressos, tudo isso com a anuência de um povo que tendo o livro da revelação não ler com seus próprios olhos, e nem medita com suas próprias mentes, antes, arredam a terceiros, em geral, estes mesmos falsos profetas, a interpretação e a aplicação do texto sem o seu devido contexto!  

Em toda a história da fé cristã, nunca tivemos tanto acesso às escrituras como nos dias de hoje, mas, infelizmente, nunca ela foi tão pouco ou mal lida e aplicada como nos dias  que se seguem! Já não se encontram com facilidade os nobres leitores do livro revelado, antes tornaram-se meros ouvintes, espectadores, quando não integrantes de um "show da fé” sem a graça de Deus transbordada!

A nação da Cruz vem perecendo dentro dos templos, em cruzadas sem sentidos, em reuniões solenes baseadas em tradições, regras e “Mandingas espiritualistas”,  constituídas tão somente para entreter, desviar os olhos e as mentes, da verdadeira fé, uma fé nobre … Que crendo, confia, examinando cada dia a veracidade de sua mensagem em acordo com as Escrituras, e não somente baseado em palavras persuasivas de falsos mestres, que não estão interessados no teu bem, e sim, nos teus bens!

Que possamos sair da zona de conforto e nos empoderar do legado dos nobres,  aplicando nossos corações ao verdadeiro conhecimento da palavra revelada, sabedores que no caminho das pedras, poucos se aventuram a trilhar, por ser ingrime e de difícil acesso! Paz e Reflexão!

Fernando Saraiva

19 fevereiro, 2018

Pregação da Fé ou de nós mesmos?

Imagem extraída de: Locos de Amor
As escrituras nos alertam que a nossa justiça deve exceder a justiça dos fariseus, entretanto, nos últimos anos vem ocorrendo o contrário! O mundo carente de amor, de atitude, de paz, de altruísmo, não encontra em quem deveriam ser o sal e a luz dessa terra a superabundância dessas características, antes o seu inflexo, e lamento profundamente!

Muitos dos chamados sal e luz, estão escondidos nos templos, se orgulham de estarem frequentando uma igreja, mas, infelizmente nunca conheceram o Cristo que dizem anunciar, ouvem sermões de domingo a domingo, mas, nunca pararam para analisar se aquelas palavras de fato condizem com que está escrito em suas escrituras... Antes, louvam a si mesmos, vivendo de experiências com Deus ... dizendo ter intimidade com o seu espírito, mas, são aborrecedores de seus irmãos, destruindo com suas línguas reputações e vidas, e não usando-as para trazer vida e paz ...tudo isso, enquanto preservam uma imagem de homem e mulher de Deus!

Nos altares, uma mensagem que não provoca nenhum tipo de mudança interior, tão somente uma perspectiva de justiça própria e prosperidade, textos rasgados de seus contextos, que logo são interpolados por causos, piadas e confissões de problemas e situações de outros… 

A desesperança dessa pregação alienante, que tão somente lota cadeiras, mas não modifica vidas, que não leva os homens ao pleno conhecimento de Deus e de seu mensageiro, em nada tem a ver com a genuína pregação do amor e da graça do jovem galileu!

Devemos seguir um caminho em direção às almas, aos carentes de amor, de atitude, de paz, de altruísmo, devemos sermos cooperadores do reino, e em vez de buscamos os primeiros lugares, as glórias, os holofotes devemos sim, nos colocarmos como que de pés de calços a beira do caminho, pois do mesmo modo carecemos desse amor… carecemos de ouvir a verdadeira pregação da fé!

Graça e Paz.

Fernando Saraiva

17 fevereiro, 2018

Marcados para vencer?

Imagem Extraída de: Tricky Little Imp's
Um dos discursos que mais me causa tristeza e lamentação, é o discurso da conquista e da vitória, comumente apregoado em muitas igrejas e ideologias diversas, um discurso que está longe da prática de seus livros sagrados e da realidade sensível que nos cerca!

Motivacionais? Auto-ajuda? Coaching espirituais? Infelizmente, todas essas terminologias vem no pacote completo da “espiritualidade pós-moderna”, uma espiritualidade  do “selfie”, que para ter algum “valor”, deve vir agregar de algo mais! 

Liesel Hoffmann, uma jovem alemã em um momento de crise e de reencontro com sua fé disse: “Ouvir mensagens que podem ser muito bonitas dentro da igreja, mas que na rua não fazem o menor sentido é perca de tempo [...] Prefiro algo que faça sentido com a vida pessoal, que eu possa aplicar no meu trabalho, quando saio com meus amigos para tomar cappucino, quando estou no metrô ou quando preciso ir ao banco”. 

O discurso triunfalista da re- ligião, afasta a humanidade de Deus, afasta o humano do homem humanidade! Um discurso baseado em que a vitória, é está no palco, enquanto, os outros estão na plateia, não pode ser chamado de, a religião de Deus! Definitivamente, esta mensagem triunfalista não se enquadra nas mensagens apregoada pelo mensageiro galileu, que não tinha nem sequer  um lugar confortável para reclinar a sua cabeça!

A fé contemporânea, pragmática, utilitária dos marcados para vencer… em nada lembra a fé dos primeiros, a fé dos mártires, a fé dos pequeninos… a fé daqueles que não tendo muitos recursos… glorificavam a Deus pela beleza do dia enquanto eram entregues aos leões e aos açoites!

Que vivamos a verdadeira mensagem de Deus, e não somente as glórias passageiras de nossa humanidade, que os ladrões roubam e as traças corroem!  

Paz e Vida!

 Fernando Saraiva

13 fevereiro, 2018

Conhecedores do nada.

Imagem extraída de: Pecador Confesso
Você já parou para pensar que muitas das respostas que temos foram cunhadas por outros? Pesquisada por outros? Redigidas por outros?

Os estudantes de hoje em dia, não vão mais nas bibliotecas, em livros antigos, não procuram conversar com os mais velhos e se perderem em conversas reveladoras de como era o passado, de como era as paisagens, os costumes, não pesquisam em outras fontes e tão pouco as confrontam! Os estudantes de hoje, simplesmente abrem o google e em 0,006 milissegundos de tempo já acham e se satisfazem como o primeiro link que o leva a conteúdo desejado!

Do mesmo modo como os estudantes de hoje, somos  nós! Nos tornamos especialistas do nada… Entregamos a outros os óculos da vida, do discernimento,  do senso crítico,  nos achando críticos! Entregamos para o padre, para o pastor, para o professor {pseudo} marxista ou qualquer outro “líder” espiritual e ou “mestre” ideológico, a criticidade de ler, estudar, pesquisar, entender, interpretar, julgar, e viver, tão somente por que estes aparentam ter um “pouco” a mais de conhecimento do você, talvez pelo título que carregam ou posição que ocupam,  mas, este por vezes estão  tão perdido naquilo falam, e não se dão conta que não conhecem de fato a força de suas palavras!

Do mesmo modo, ter um conhecimento amplo não quer dizer que esse conhecimento seja profundo!  Amplitude e profundidade são conceitos diferentes! VocÊ pode navegar na amplitude do oceano, sua superfície, vislumbrar as paisagens ao redor, sem jamais, no entanto, desbravar sua profundidade, ir nas regiões abismais de seus domínios e se surpreender com aquilo que você não achava que existia! 

Tal qual o vislumbre do oceano,  assim é nossa vida! Precisamos ir além das palavras dos outros, das visões dos outros, precisamos sentir, buscar e viver não como alguém que acha que já viu ou viveu tudo...Como alguém que acha ser especialista de algo ou que tenha um profundo conhecimento de tudo, bem como o google… MAS, que possamos aprender com o outro, através do outro e de nós mesmos a nos despir e nos vestir de sabedoria… Pois, por mais que não tenhamos todas as respostas do mundo, a sabedoria nos levará a fazer as perguntas certas! As perguntas sempre existiram, já as respostas … essas … talvez a encontraremos entre a amplitude e a profundidade, mas para que isso ocorra.. necessitamos estarmos sempre dispostos a mergulharmos em águas profundas sem ,no entanto, perder a visão da superfície!

Fernando Saraiva.

09 fevereiro, 2018

Mundo de ilusões!

Imagem Extraída de: Gabriela Schuh

Você já parou para pensar, qual o valor da verdade em um mundo repleto de mentiras? Quem já não ouviu: a maior mentira é aquela que contamos para nós mesmos!?

Contamos que está tudo bem quando na verdade não está, talvez por sabermos que ninguém liga para a nossa dor ou para as nossas lutas, pois assim, do mesmo modo procedemos!?

Vivemos em um mundo que elogia a mentira, a aparência, o falso, o engano... o instagram tá aí para provar! Vivemos mal como se estivéssemos vivendo bem, mas o que importa são os likes!  

Vivemos? Não vivemos!  Para nós mesmos? Não, para os outros!

Li recentemente a respeito do processo depressivo de atores famosos ... que passaram a vida inteira buscando a fama e quando a obtiveram ... viram que buscaram um mundo de ilusão, de faz de conta, assim como os  filmes que eles encenam …

O mundo real?

Esse não tem glamour... Sexo sem medida,  drogas, fotos! Reféns da exposição, da coluna de fofoca, dos namoros mediáticos,  das amizades falsas e destrutivas,  das críticas anônimas dos haters na Internet, que os fazem chorar no vazio de seus quartos, mas antes, merecem uma resposta bem "caprichada" nas redes sociais, rendendo likes e comentários positivos! 

Será que vale viver... em um mundo de ilusão? Não precisa ser famoso para "viver" tudo isso.... Os  "famosinhos" anônimos dos bairros, das festas, também são reféns dos likes, das lojas de departamento,  dos cartões de crédito!

Você talvez esteja dizendo, isso não é comigo,  quando na verdade, olha a verdade, é sobre todos nós!  Do famoso, ao famosinho, do porteiro ao advogado.... Do analfabeto ao intelectual... De todos a que eles que buscam responder as pretensões do mundo, o sucesso do mundo, a glamourização do mundo ... e não se dão  conta ou se dão,  estão dispostas a pagar um alto preço .... para viverem em um mundo de aprovações ilusórias! 
Fernando Saraiva

07 fevereiro, 2018

A barbárie humana e seu reencontro consigo mesmo.

Imagem extraída de: O pensador selvagem
Todos os dias, nos noticiários assistimos não mais perplexos as tragédias humanas, nos acostumados a falta de amor, as demonstrações de falta de graça, de fraternidade, de amizade entres as pessoas.

Hoje em dia não basta mais nascermos homens ou  mulheres, devemos também aprender a nos tornamos seres humanos, não semelhantes aqueles dos noticiários, que matam,  destroem vidas e a si mesmos, mas seres humanos que entendam ser parte de um todo, e não o centro do mundo. 

Muitas das discussões que terminam em rupturas definitivas, em brigas sem propósito e ou em tragédias irreparáveis, são em muito devido ao tom de voz, sua altura, sua intensidade, ao “refenismo” da ira a qual a humanidade está algemada... 

A barbárie humana, não é um simples rompante de ira,  um descompensado momento de descontrole... mas a razão dela ... o homem, humanidade, tornou-se  vítima e algoz de si mesmo, a medida que deixou-se derrotar por sua própria força interior, uma força sem medida, incontrolável, insaciável, o homem, humanidade, deixou-se primitivar-se, pelo feroz lobo que consome a carne de sua presa sem se dar conta que na verdade está consumindo a si mesmo!

Essa barbárie humana a qual falo, não significa um homem sem Deus, pois até dos tementes a Deus ouço e vejo rumores de barbárie, essa barbárie, nada mais é do que o homem, humanidade, buscando de todas as formas aquilo que ele acha que tem, mas nunca  soube ter, sua humanidade! 

Que possamos enxergarmos além do que mostramos para nós mesmos! Eterna graça...

Fernando Saraiva

05 fevereiro, 2018

Um conselho sobre Deus.

Imagem Extraída de: Textos Bíblicos

Muitas são a vaidades da humanidade, elas se concentram mais visivelmente por meio da aquisição de bens materiais extravagantes, pela busca do belo, pela fama, por tudo aquilo que possa de alguma forma lhe oferecer prestigio, fama e poder, no entanto, há uma vaidade tão terrível debaixo do sol, que muitos passam despercebidos, e por vezes só se dão conta, quando já é tarde demais, não poucos buscam encontrar Deus por suas próprias forças, seus próprios méritos, traçam caminhos novos, pautam suas vidas em novas revelações, em novos princípios, em uma visão secularizada do divino ser.


Estes conceituam Deus, conforme as suas próprias pretensões. Trazem o criador do universo, para a realidade material do homem, outros por sua vez, iniciam uma busca pelo desconhecido, se deixando guiar por fábulas, teorias, contos. Transformam Deus em uma força impessoal, ou mesmo um ser que se  distanciou da sua criatura, e que ainda repousa calmamente após o sétimo dia da criação.

Outros ainda, enclausuram Deus nos templos, mas não refletem a sua glória e nem seus ensinamentos no mundo. São mais conhecidos não por sua proximidade com a figura do criador,  mas sim, por tudo aquilo que eles apregoam contra, sendo eles mesmos os maiores receptáculos da falta de graça que o mundo ver.

Na busca por um propósito de sua existência, a humanidade lançou-se na mais terrível espiral, o seu ego, ego que transformou o criador, em um retalho de suas pretensões, projeções, expectativas, que quando não confirmadas, dilui a já pálida imagem que temos do supremo ser.

A humanidade sempre buscará desvendar os segredos do universo, e mesmo descobrindo de maneira simples, o ignorará, pois o que o motiva não é a descoberta, mas sim, a busca! Por seus caminhos e esforços fracassam em {re}conhecer  Deus, no canto dos pássaros, na gota da chuva, no sorriso da criança, no simples gesto de estender as mãos e ajudar alguém. 

Olhe ao redor, olhe em volta, olhe para dentro de si, não de modo egoísta, mas como aquele que busca e enxerga a sua incompletude longe de Deus. Por vezes buscamos Deus, no grande, no majestoso, no belo, no que ele pode fazer por nós, enquanto, ele se revela no mais simplório dos sentimentos, no amor por sua criação … e talvez assim, o que antes parecia distante, se torne real e palpável!  

Eterna Graça!

Fernando Saraiva

09 junho, 2017

Uma fé que não me representada

"Todas as coisas sucedem igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso, ao bom e ao puro e ao impuro; ao que oferece sacrifícios e ao que não os oferece. Como é o bom, assim é o pecador; e aquele que jura como aquele que teme o juramento". Eclesiastes 9:2

Já fui vitima de cristãos pragmáticos e egoístas, que acreditam serem intocáveis, inquestionáveis, que reproduzem a passagem na qual o jovem David, escolheu não agredir o rei Saul, seu antecessor, dizendo que não ousaria tocar no “ungido de Deus”, para justamente evocar uma vingança divina, quando contrariados.

A fé cristã ou pelo menos, boa parcela dos cristãos, retalham as escrituras ao seu bel prazer, selecionam passagens, maximizam “verdades”, transformam conceitos, criam doutrinas, com base naquilo que melhor convém, a eles!

Estêvão, Paulo, Pedro, Tiago Menor, e todos os demais mártires da igreja, que regaram o cristianismo com o seu sangue, seriam estes menos “ungidos” por Deus?… Já que o mal, o sofrimento, a dor, a perseguição e a morte terrível e dolorosa os atingiram? 

Pessoalmente, já vi cristãos celebrando infortúnios que desafetos e ou pessoas que lhes eram críticas sofreram, ou tentando justificar tal fato em uma suposta intromissão divina, em prol dele. Sinceramente não consigo ver Cristo nesse comportamento, não consigo enxergar Cristo nessa vida!  

A "fé" doentia dos homens e o desamor com que tratam a criação divina, me entristece. Muitos são os "lideres" e os "irmãos" que desejam o mal na vida do próximo, somente para mostrarem que "deus" estava com eles, que seus críticos estão pagando por suas palavras ... Tenho pena e abuso de "lideres" e de cristãos” que assim fazem, pois se o agravo que acomete os seus desafetos, é o resultado de uma suposta justiça divina, a retribuição do pecado e ou porque ousaram tocar nos “ungidos” de “deus”, no entanto, esta mesma assertiva não ocorre quando o mesmo acomete consigo, seria Deus provando a sua "fé de merda" que ele tem!!!


Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram; Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Romanos 12:14-17 

Sejamos mais cristãos e menos “ungidões”!

Paz e Vida


Fernando Saraiva

08 maio, 2017

O ensino da moral sem Cristo, é possível?

Ministração

Ao sair para se pôr a caminho, correu um homem e ajoelhou-se diante dele, e perguntou-lhe: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom senão só um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás, honra a teu pai e a tua mãe. Ele lhe replicou: Mestre, tudo isto tenho guardado desde a minha mocidade. Jesus, contemplando-o, o amou e disse-lhe: Uma coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas o homem, contrariado com estas palavras, retirou-se triste; porque tinha muitos bens. Jesus, olhando ao redor de si, disse a seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Os discípulos ficaram surpreendidos com estas palavras. Mas Jesus tornou a dizer-lhes: Filhos, quão difícil é entrar no reino de Deus! (Marcos 10:17-24).

Temos aprendido na escola bíblica dominical a respeito do caráter cristão, um caráter humilde, leal, justo,  agradecido, guiado por Deus e afins… Todos esses elementos do caráter que forma a identidade do cristão, atravessa ou está inteiramente submetido ao reconhecimento do senhorio de Jesus, como filho, Salvador e Senhor.

Temos aprendido ainda que Satanás, nosso adversário e adversário da palavra de Deus, possui todo um sistema ao seu favor, trabalhando 24hs por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias por ano,  justamente visando implantar em nossas mentes, um outro evangelho, ele perverteu as palavra de Eva no Edem, as falas de Moisés, as escrituras de um modo geral ….

Vemos com o texto de Marcos 10, que também se encontra registrado  em  ( Mateus 19  e Lucas 18), que muito embora aquele jovem rico, fosse cumpridor dos mandamentos da lei Judaica, das leis morais de Deus, lhe faltava reconhecer o senhorio de Jesus! O seu senhor era a riqueza, e 1 TM 6:10  vemos Paulo dizendo que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, não é o dinheiro em si, mas a posição que este ocupa em sua vida. 

Aqui abro um parênteses, tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus em suas vidas, é pecado. Pois você acaba por não reconhecer o senhorio de Jesus em sua vida!

O homem rico de Marcos tinha uma boa moral, cumpria a lei, mas lhe faltava a principal, reconhecer a Cristo como Senhor. 

Finalizo a oportunidade de hoje, e peço a atenção dos irmãos para um seguinte comentário, que acho por pertinente compartilhar nessa noite:  “Satanás não é contra a boa moral, ele se opõe a Jesus Cristo. Um homem pode ter uma boa moral a vida toda, mesmo assim ele irá para o inferno quando morrer. A questão mais importante na cristandade é a autoridade de Cristo e o demônio está atacando a autoridade Dele nos convencendo a ensinar apenas a moral. Eu acredito que esse fato seja resultado direto da eliminação da autoridade de Jesus Cristo sobre seus mandamentos.” no Filme “A Jornada” .

Que até podemos ser bons cidadãos, mas se não reconhecermos o senhorio de Jesus em nossa vida. Estaremos abraçando o mundo e não a Deus, Que Deus em Jesus nos guie para o centro de sua vontade, amém!

Paz e Vida! 

Fernando Saraiva

06 maio, 2017

Jesus, o alvo concreto

Ministração Assembleia de Deus - Cong. Monte das Oliveiras
São Luís - Ma - 05.05.2017

“Quando iam de caminho, entrou ele em uma aldeia; e uma mulher chamada Marta hospedou-o. Esta tinha uma irmã chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, ouvia o seu ensino. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e chegando-se, disse: Senhor, a ti não se te dá que minha irmã me tenha deixado só a servir? manda-lhe, pois, que me ajude. Mas respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e te ocupas com muitas coisas. Entretanto poucas são necessárias, ou antes uma só. Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada. Lucas 10: 38-42 (Sociedade Bíblica Britânica)

O texto que segue, narra um dos encontros que o mestre Jesus teve, com as irmãs de Lázaro, Marta e Maria, conforme podemos observar nos capítulos 11 e 12 do evangelho de João. 

Essa família era muito amada por Jesus, ao ponto que até mesmo o amado mestre, chorou, após ver onde haviam sepultado Lázaro (João 11:35), antes do maravilhoso milagre de sua ressurreição por ele. A própria Marta, reconhecia o senhorio de Jesus, antes mesmo de presenciar o extraordinário milagre dele (João 11:27) “Senhor, creio que tu és o Cristo, o filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. 

O que podemos extrair dos textos a seguir? Quero levar os irmãos em Cristo a uma reflexão sobre as duas irmãs de Lázaro, sobre o olhar que cada uma tinha a respeito de Cristo! 

Por vezes acabamos por nos deixar guiar pelas deliberações do dia-a-dia,  ao ponto delas gerenciarem as nossas vidas, queremos finalizar uma atividade, engatamos em outra e quando vemos, já estamos fazendo a quinta … sexta do dia… Roubando um precioso tempo com Jesus, e aqui, não falo especificamente do encontro com Jesus no templo, igreja, mais de um tempo muito maior que você tem com ele no seu dia a dia convencional, no seu lar, no ônibus, no trabalho, e sim, na igreja também, pois as vezes, muitos de nós, estamos com o corpo presente, mas com a cabeça em um problema muito distante ou não, que por falta de tempo (foco), consome até mesmo o tempo de comunhão com os irmãos na igreja! 

No livro dos Salmos, mas precisamente no Salmos 49: 10;12,13 – as escrituras nos ensinam algo importantíssimo para a nossa vida prática, que alguns chamam de secular:  “Todo mundo vê que até os sábios morrem, e morrem também os tolos  e os ignorantes. E todos deixam as suas riquezas para os outros. O ser humano, por mais importante que seja, não pode escapar da morte; como os animais morrem, ele também morre. Reparem no que acontece com os que confiam em si mesmos; vejam o fim daqueles que estão satisfeitos com as suas riquezas. ”

A palavra nos diz que não há diferença entre o sábio e o tolo, o rico e o pobre, o famoso e o anônimo. E por vez acabamos por viver nossas vidas como se Deus não existisse, ou pelo menos com algo menos importante, ou que seja, somente para os dias de adoração no templo, NÃO PODE SER ASSIM!

Em  1  Tessalonicenses 5: 16-19, diz a palavra:  “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito. 

Acordamos, fazemos nossas atividades, juntamos dinheiro, festejamos com nossos amigos, voltamos para as nossas casas, dormimos, e acordamos no outro dia e repetimos a mesma rotina, sem ao menos lembrarmos do nosso salvador, lembremos de Jesus, nos dias festivos como nos dias de luta… 

As escrituras nos advertem ainda  nos evangelhos sobre “o que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, (fama, riqueza, conhecimento, prazeres, gozar de sua juventude de modo inconsequente) e fatalmente perder sua alma.  (MT  16; Mc 8; Lc 9; Jo 6)

Estamos incorrendo no erro da figura de Marta, que mesmo reconhecendo o senhorio de Jesus,  escolhe os afazeres desse mundo com prioridade? OU estamos a figura de Maria, que conforme a palavra escolheu a melhor parte?

Outro ponto quero aborda nesta noite é a respeito do próprio Senhor Jesus, em seu ministério visível  e narrado nos evangelhos e no livro de Atos, vemos ele, justamente a  procura daqueles que se encontravam doente, distante de Deus.

Marta, Maria, Lázaro, e tantos outros creram em Jesus mediante muitos prodígios e milagres.  As escrituras não narram que tipo de afazeres Marta realizava, mas dar ênfase, na sua distração, que significa, erro, engano , equívoco, ou seja, perdeu o foco!  Não podemos perder o foco de Jesus, conforme o autor de hebreus cita “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2”

Jesus esteve entre os publicanos, cobradores de impostos, pessoas que embora gozassem de boa condição financeira,  pois eram aqueles  responsáveis pela coleta de impostos para os romanos, e por esta condição eram considerados traidores dos judeus. O Senhor Jesus se assentava a mesa com eles! Ele, estava com os pecadores! O Senhor falou com os ricos e sábios e homens simples e mais, muitos voltaram para trás por acharem que o discurso que Jesus pregava era demasiadamente duro (João 6:60-66).

Não é pouco o número daqueles que ouvindo o discurso de Jesus, se colocam para trás, não reconhecendo o seu senhorio, no entanto, muitos do que aqui estão aqui, nessa noite, são aqueles que seguem a  Jesus, e tiveram suas vidas transformadas!

Nesse sentido, o discurso de Jesus a respeito de Maria “[Ela] escolheu a boa parte, que não lhe será tirada”. Não é apenas palavra para massagear o ego daquela que a ouvia, e muito menos para humilhar a Marta, mas apenas uma constatação do tipo de tesouro que o homem deve guardar (Mateus 6: 19 em diante)

Senhor Jesus, vem fazendo um chamado, para aqueles que creem em seu nome e no poder transformador de suas mãos, e que sabem que este mundo, não se resume a afazeres, ao que é palpável e concreto.. Quando o mestre Jesus  disse que devemos guardar um tesouro nos céus, aonde a traça e a ferrugem não tem o poder de consumi-los, ele estava falando justamente do escolher a melhor parte…. Conforme o Salmo 49 - O ser humano por mais importante que seja, ele não escapa a morte. E o Senhor Jesus é a melhor parte desse lado da eternidade, 

Que possa sair daqui hoje, conhecedores que a boa parte que Maria escolheu, foi ouvir as palavras de vida eterna que saíram das bocas de Jesus, e como o amado mestre falou a Tomé “Bem-aventurados os que não viram e creram!” Creia em Jesus, o Filho de Deus  ” 

Que Deus em  Jesus Cristo nos conduza por  seus caminhos. Amém!

13 fevereiro, 2017

A utopia do discurso socialista/comunista e sua morte discursal na prática social

O pensador karl Marx assim como tantos outros seguidores e incorporadores de suas ideias, acreditam  na construção de uma sociedade igualitária, que somente seria alcançada por meio do socialismo e do comunismo, sendo o socialismo a etapa inicial desse processo, que estaria completa quando atingisse a vida em comunidade, o comunismo. 

Antes de prosseguir, é necessário traçar uma pequena diferenciação entre socialismo e comunismo: em resumo a diferença está baseada no papel do Estado, enquanto no socialismo, o Estado funcionaria em favor das classes oprimidas buscando a equidade social por meio da apropriação dos meios de produção pelos trabalhadores, o comunismo seria o estado evoluído das relações sociais, nas quais não existiria mais as classes sociais e consequentemente o próprio Estado, assim sendo, o socialismo seria a ferramenta que construiria o comunismo como organização natural dos seres humanos.

Para sedimentar e propagar seu discurso entre as camadas mais populares, o socialismo e o comunismo, apregoam a destruição do Estado e de suas organizações, tentando desqualificá-la  e marginalizá-las, evocando um vitimismo social de algumas alas e a culpabilização de outras, além de subdividir a sociedade em grupos minoritários, buscando estabelecer relações sociais com estes, para depois super-valorizar pautas extremadas, sem a possibilidade de diálogo equilibrado com o contraditório, utilizam-se de chavões como “empoderamento” para qualificar e elevar  tão somente aqueles que advogam positivamente em sua causa, e marginalizam aqueles que não aceitam o engessamento ideológico proposto pela tal “elite empoderada do gueto”. 

No entanto, ao observamos o livro aberto da historiografia moderna, chegamos a morte do discurso desse sistema moribundo, que anda cambaleante no modo zumbi, procurando mentes despercebidas para sugar suas consciências. É bem verdade para todos, inclusive para os defensores desses sistemas, o seu fracasso, a morte pratica das ideias superestimada de Marx e de seus seguidores. 

Não preciso ir longe, basta observar no nosso quintal, a América Latina, as revoluções cubana e bolivariana, Cuba e Venezuela, evidenciam a decadência desse modus operandi de dominação de massas, que se mantém ainda ativas, transvestidas de um ideário libertário, que esconde o objetivo maior de sua matriz doentia, que assaltam o seu próprio povo, escondidos sob  a tutela de personagens populistas e áusteros,  que levaram seus co-cidadãos a pobreza, a fome, a fugir de sua pátria e buscar guarita em outras nações, por terem suas liberdades de expressão amordaçadas, de  não terem o direito de buscarem serem o que querem ser, de pensarem o que quiserem pensar, enquanto estes desfrutam de todas as regalias  negadas ao seu povo, em busca de um “suposto bem coletivo”. 

O interessante que no discurso dos dirigentes socialistas, todos saberiam o papel que iriam desempenhar sempre em favor do coletivo, o deles é claro é gerir tudo, no entanto, em detrimento da individualidade do sujeito, do direito  a propriedade privada, a busca pessoal de evolução, a ter preservada sua identidade cidadã e afins, ser opositor em um regime desses, é viver por natureza na ilegalidade e ter sob sua cabeça uma sentença de morte e prisão arbitrária! Viva a democracia socialista!

Os insucessos, os fracassos, as falências sociais provocadas por este regime, são creditados, não a sua insuficiência de sustentação, sufocada e estrangulada por sua própria incompetência e afã de dominação do poder social, cuja a única consequência é a produção em massa de governos totalitários que restringe o direito de acesso aos bens de consumo por parte de seus cidadãos, mas que por outro lado, utilizam de forma descriminalizada, estes de modo covarde, culpabilizam os tidos “agentes comuns do capital”, desviando o foco da realidade de sua incongruência, atacando aqueles que vivem suas vidas indo em luta para a obtenção digna do sustento e não simplesmente se colocando como vitimas do Estado e de suas estruturas!

Nenhum Estado Socialista e ou Comunista, conseguiu trazer de fato equilíbrio social, mas somente acentuou o desequilíbrio, nivelando todos por baixo, isso é um fato, uma realidade, uma soma de fracassos  de um sistema, sem pernas e cabeça, mas com muitos braços!

Fernando Saraiva

08 fevereiro, 2017

A vitimização e descriminalização do crime

Atualmente vivenciamos um hiato administrativo, todo cidadão comum e mediano, sabe que segurança, saúde e educação são serviços essenciais, todo cidadão comum o sabe, menos as nossas autoridades constituídas! Estes, parecem não entender a gravidade de sua ineficácia e ineficiência, talvez por que entre tantas regalias, são lhes tirados o direito de atendimento no sistema público de saúde, de terem seus filhos matriculados nas redes de ensino público do país, ou serem protegidos pela polícia de nosso Estado.

Em momentos de crise, esta inchada, pesada e preguiçosa estrutura organizacional politica, o Estado, faz o que melhor sabe fazer, transfere a responsabilidade do fracasso na educação ao crescente número de atestado médico que professores, cansados, estressados, doentes pedem, por já não mais aguentar a insalubridade de nossas escolas, os baixos salários, que reflete a necessidade de trabalharem em dois ou três turnos para complementar a renda. 

Os médicos trabalham em hospitais precários, em muitos casos, com plantões desumanos, sem todos os equipamentos disponíveis, sem medicamentos e afins, nossos policiais, massacrados na grande imprensa quando alguns de seus membros ignoram todas as observações de boa conduta  e empregam atitudes reprováveis, que são maximizadas em detrimento da grande maioria que executa o seu trabalho, arriscando suas vidas, mesmo recebendo um treinamento regular do estado, não tendo o reconhecimento de seu trabalho por parte deste, que não disponibiliza tanto o equipamento necessário a sua autopreservação em combate, como o sustento de sua família!

Segundo a legislação as forças armadas e as auxiliares de segurança, incluindo bombeiros e policiais, não podem exercer o grito legítimo e não abusivo de greve, quando seus direitos são negligenciados por aqueles “representantes do povo”, que massacram o seu próprio povo com apenas uma canetada de um decreto que desviam milhões e agora recentemente bilhões dos cofres públicos, que poderiam serem destinados a melhoria justamente da saúde, educação e segurança!

Mas, conforme falei anteriormente, os políticos, falam que estes serviços são essenciais e não podem parar, só em momentos de crise social é claro, quando a população vai as ruas se auto-destruir, no vácuo de autoridade e de medidas coercitivas do Estado para manter a ordem pública!

Tal discurso inflamado de nossos “representantes” quanto a essencialidade dos serviços,  deveria também vim acompanhado de um pedido formal de desculpas, de uma culpa assumida, de uma negligência assinada, na não essencialidade com que tratam de fato seus servidores, da saúde, educação e segurança!

Analiso que o problema da segurança pública no Espírito Santo assim como no Brasil como um todo, antes de qualquer outro aspecto, perpassa pela política de não valorização dos profissionais envolvidos,  tanto de forma pecuniária, como de forma técnica, atrelada a treinamentos, equipamentos e entre outros, que possibilitariam uma melhor qualidade de serviço!

Algumas alas sociais brasileiras, romantizam a vida do criminoso, vitimizam os culpados, e penalizam os demais trabalhadores, que foram e vão atrás do seu sustento e de suas famílias! Os saques vistos por muitos evidenciam que a falta de normais, a falta de medidas coercitivas, punitivas e de uma força que mantenha a ordem pública estável, que preserve o direito a propriedade privada, a paz, provoca a anarquia, a selvageria, a desumanização do ser humano, algo que alguns tidos “intelectuais” defendem ferozmente, no entanto, estamos presenciando, estamos vivenciando, a morte apática desse discurso, que na falta de normais até mesmo cidadãos tidos com “bons cidadãos” optam em se tornarem conscientemente criminosos.

Antes de se tratar como irregular ou errado, pensemos no estado de frustração que passaria qualquer profissional, e digo qualquer, que não tivesse as mínimas garantias de segurança, assistência, treinamento, retorno financeiro e para o seu lar, que ainda assim fosse tratado como gado, que só se alimenta de capim e vai para o abatedouro, pois é assim que a polícia brasileira é tratada por muitos.

Não podemos ignorar os gritos de socorro que ecoaram e ecoam nas ruas de Vitória, São Paulo, São Luís, a população pede ajuda e não é vitimizando os bandidos que chegaremos a solução desse problema.

Fernando Saraiva

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