Demonstrar quem você é para o mundo não é um ato de exibição, mas uma escolha de autenticidade. Você não é definido pela religiosidade que professa, mas pelas suas ações diante das circunstâncias da vida.
Haverão momentos em que o mal baterá à sua porta, e você se verá diante da dor, do questionamento, da incerteza. Mas, mesmo assim, você é chamado a responder com fé, com esperança, com amor.
Não se trata de fugir das perguntas, mas de caminhar, passo a passo, sendo o sal da terra, que não perde o seu sabor. Pois, como diz em Mateus 5, versículo 13, 'vós sois o sal da terra; mas, se o sal vier a ser insípido, com que se há de salgar?'
O fato de ser cristão não retira o peso do mundo sobre as suas costas, muito embora alguns assim acreditem, não somos santos perante pecadores, somos falhos que resolveram encarar a si mesmo, diante a nossa robustez diminuta.
As falhas que se somam ao a_caso de viver, são repelidas e expostas pela polícia moral que não segue a cartilha que nos fora ensinada quando "bebês na fé", porém não percebidas pela maturidade que a vida por si mesmo procede.
Não posso, contudo, esconder o choque do que falo, penso e não ajo. Diante das falhas, das incertezas do que virá, o maior conforto para si é a fortaleza que é a fé em Cristo Jesus te manterá de pé. Na en_cenação de Pedro, que teve coragem de sair do barco, sejamos ousados em caminhar rumo a Jesus, confiando nEle, sem olhar para o vento, mas olhando somente para quem o é em sua totalidade, Ele.
Para ser sincero, a maior encenação de todas, é crermos em nossas próprias certezas, sem, contudo, nunca prová-las de fato, mas, se nesta minha incerteza de que crer sozinho não for suficientemente forte, que assim, possa agir sobre os meus atos, e não limitar-me a apenas crê, mas no permanecer! E o permanecer será o mais concreto ato de demonstrar em minha religiosidade uma escolha de minha autenticidade.

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