05 março, 2016

Se eu minto a respeito de mim mesmo... Como poderei falar a respeito de Deus?

"Mas esmurro o meu próprio corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de haver pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado." Paulo de Tarso, [ I Coríntios 9:27 - KJA]

Falta em nós o exercício consistente, coerente e sincero de nossas consciências. Há em muitos casos, um abismo entre o que pensamos, o que falamos e como agimos. Apontar os erros do outro, sem dirigir críticas a sua própria postura, a sua maneira de agir e pensar, é hi.po.cri.sia... é falácia!

Muitos vivem de mentiras, suas ideologias não correspondem aos fatos, Eu mesmo, não vivo metade do que falo, e Cristo, a quem creio como sendo meu redentor, o sabe bem! Mas, ter a consciência disso, de que Eu não correspondo aos fatos, não valerá de nada, se minha consciência continuar cauterizada, insensível e dissimulada, enxergando nos erros do outro, a minha própria justiça, perante os meus próprios erros, soberbos!

"Ora, [SE] todos nós estamos na mesma condição do impuro! Todos os nossos atos de justiça se tornaram como trapos de imundície. Perdemos o viço e murchamos como folhas que morrem, e como o vento as nossas próprias iniquidades nos empurram para longe." Isaías 64:6 (KJA) e em Romanos 3: 10-14 (NVI) "Como está escrito: "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer". "Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam". "Veneno de serpentes está em seus lábios". "Suas bocas estão cheias de maldição e amargura" 
 
Assim nos tornamos, quando perdemos o alvo de Cristo em nossas vidas, como folhas secas passamos a falar e agir com a feição da religião, que perdera o seu objetivo de nos religar a Deus, mas, apenas nos viciamos a externalizar a nossa vontade de aparentar, espiritualidade ou proximidade de Deus.
 
Todos os nossos atos de justiça se tornaram como trapos de imundície, perante Deus e seu Cristo... Imagina as nossas injustiças, mentiras e dissimulações? Que mal atravessam a porta do quarto onde dormimos! EIS o peso da religião que carrego!

Murchamos como folhas, nos reprovamos como servos, filhos, amigos e escravos de Deus... Ser Cristão da porta de casa para rua.... Qualquer um pode ser... Mas é justamente, quando EU estou só com DEUS, no único lugar que EU SOU, COMO SOU, eu minto sobre mim. E se eu minto a respeito de mim mesmo... Como poderei falar a respeito de Deus?

Paz e Reflexão,

Fernando Saraiva

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