19 janeiro, 2013


“POR ENQUANTO O ÚLTIMO POST”


Ás vezes é muito mais fácil por um sorriso no rosto, fingir que não dói...dizer não as suas dúvidas e calar seus questionamentos...As pessoas querem te falar a respeito de suas teorias, filosofias, suas especulações, mas quando chega a nossa vez, elas se surpreendem, nos julgam e nos condenam por pensar diferente.

Sinceramente cansei...cansei de me explicar, cansei de me justificar...As pessoas dizem querer ouvir o que pensamos sobre a “verdade”, a verdade absoluta delas, querem que concordemos com elas, mesmo se isso for um mentira ou no melhor dos causos uma “verdade”questionável...

Cansei disso também, se querem construir suas “verdades”, si se sentem bem com isso, eu concordo com vocês, concordo com tudo que pensas. Aceito a sua “verdade”!

Bem, minha resignação é latente, e me conforto com ela...Calarei, minha sentença será o silêncio e minha absolvição será o não julgamento das pessoas, minh’alma se é que ainda tem jeito para ela, encontrará repouso, guarita...descanso.

No silencio...assim ficarem por certo tempo...Não me publicarei mais...guardarei mais...MaIs para mim e um pouco de mim, em minha gaveta de textos guardarei os que surgirem e refletiria e inflectirei  neles, talvez sejam três meses, seis meses, um ano ou... Melhor, não sei...pois será o tempo  que responderá essa questão.

Para aqueles que me acompanham no blog, ou no “ShekinahNews” sentirei falta, sentirei saudades, dos emais não respondidos ou das reflexões por nós divididas. Dos momentos que dediquei a escrever-vos e inscrever-vos em minha vida...São, foram cinco anos de lutas, de textos e de um derramar meu em cada linha, em cada fragmento de minha fé, mas agora é um momento de partir, de me distanciar... Não deixo-vos órfãos, deixo-vos livres, livres para pensar, refletir e viver suas dúvidas, seus questionamentos....sua fé se for o caso.

Assim dessa forma...vou indo...não com um adeus de nunca mais, mas com um até breve de quem um dia vai voltar, e dessa forma vou apagando a luz do palco, mas deixando a porta aberta dos bastidores...___Eu voltarei...

Boa Jornada e até Breve!
Fernando Saraiva

16 janeiro, 2013


"PERDÃO NÃO IMPÕE CONDIÇÕES"



O que vem ser amor incondicional de Deus? Se realmente é incondicional, então porque se colocam níveis de espiritualidade e padrões de vida e de fé como aspectos e barreiras postas pela religião como forma de alcançar esse seu amor incondicional? O que me motiva a escreve esse novo preâmbulo é justamente, a lista daqueles que supostamente não seriam alcançados pela graça do soberano e eterno Apocalipse 21:08,  assim como Caim será que “É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada (?).” Gênesis 4:13”. Se a graça é um presente, um favor imerecido qual seria a finalidade dessa "lista de reprovados" então?

Ora se o amor de Deus é incondicional para com os seres humanos. Seria para com todos?  Existiria um amor seletivo de Deus? Que só abrangeria aqueles que se denominam cristãos, muçulmanos  judeus e ou religiosos de um modo geral e que  excluiria aqueles que segundo suas tradições já estariam perdidos e condenados ao inferno? Se Deus realmente ama o "pecador" e aborrece o "pecado", isso quer dizer que todos os "pecadores" serão salvos? Independentes de seus supostos erros?
Como posso relacionar um Deus amoroso, que possui planos maiores e melhores para nós seres humanos conforme é descrito em sua "palavra"  “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jeremias 29.11 e que é comumente usado no discurso religioso cristão como forma de mostrar sua amabilidade para conosco, mas que no entanto não hesita em nenhum momento em mandar aqueles que não se adéquam ao "padrão de vida"  da religião ou que não estejam escritos no livro de "bons meninos”, e que não foram encontrados por sua "graça" a arderem em lago de fogo pela eternidade,  “E se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo." Apocalipse 20:15, ao meu vê parece um tanto quanto contraditório qualificarmos esse “amor” de bom?

Por mais que queira, não consigo deixar de questionar, deixar de me inquietar. Apreendi a amar deus do meu jeito, do meu modo, com minhas perguntas, com minha vida. E quem disse que é errado? Quem me conhece sabe que sou assim, e não escondo isso, resposta do tipo: Por que Deus quis, não são muito atraentes, não são suficientes, definitivamente não são completas. Um verdadeiro perdão não impõe condições!

Reflexão e Vida.
Fernando Saraiva

08 janeiro, 2013

CALÇOS E PERCALÇOS ... 
E O DIFÍCIL NESSA VIDA É VIVER?



Não sou de falar muito das coisas que eu sinto, por isso as escrevo. Ultimamente venho escrevendo muito, embora não as tenha publicado com a freqüência que gostaria. Acredito que cada texto tem o seu momento especifico de ser escrito e torna-se público. Grande parte das vezes as pessoas são cruéis com seus comentários e isso de certo modo atende uma necessidade do ser humano em desprezar aquilo que ele não entende ou que vai ao encontro de certos fundamentos ideológicos que eu em minha simplicidade questiono. 

Vejo que seria muito mais fácil que todos saíssemos vestindo blusas brancas e com mascaras rosas no rosto, do que de fato, publicar-se por completo. É muito mais fácil e demanda uma menor quantidade de esforço acreditar em um pacote ideológico qualquer, do que de fato sair dessa estagnação infértil, e inquirir algumas respostas.

Algumas pessoas perguntam como está sua vida. É muito mais fácil dizer que estar tudo bem, do que dizer que está mais o menos, a segunda resposta requer uma explicação maior e nem todos estão disponíveis a ouvi-la. Viver em muitos sentidos é dolorido, complicado. Mas nada nessa vida é fácil como parece, e nem tão divertido  como  mostra a tv e o cinema. Viver é dolorido, por que é verdadeiro, e por ser verdadeiro torna-se desafiador. 

Nos calços e percalços do dia a dia, vou vivendo as minhas interrogações, as minhas exclamações...Inquirindo e refletindo nelas  e a respeito delas. Viver requer sensibilidade, sublimidade e muitas vezes certa complexidade, viver não se resume a está vivo, em ter o seu coração batendo, o cérebro funcionando, e sangue quente correndo nas veias, viver é...aquilo que você faz com as suas escolhas.

Paz e Vida!
Fernando Saraiva

07 janeiro, 2013

Do ar-condicionado do templo , ao calor do meu quarto

O que nos leva a tomar certas decisões na vida talvez seja a não confortabilidade com a situação que estamos vivendo no momento.

Já se vão quase dois longos anos em que resolvi deixar o conforto do ar-condicionado do templo, para dedicar-me ao evangelho e a encontrar a Deus e a Jesus somente, mesmo estando no calor do meu quarto.

Deixei o ministério de vender livros durante o ofertório, os domingos que me privava da presença de minha família para galgar status no ministério eclesiástico, deixei para trás um provável futuro de prestígio e uma carreira religiosa promissora e duradora, para poder vivenciar o verdadeiro poder de Deus, que não se encontra na placa de uma igreja, na gravata de um pastor, ou no reconhecimento de um suposto talento vocacional e ou espiritual, Deus é infinitamente maior do que tudo isso!

Os dias que se seguiram, passei a conviver com a dúvida, com o medo de fracassar novamente, as feridas ainda estavam ardendo, e as antigas voltaram a incomodar. Minha primeira ruptura de certo modo fora mais traumática do que esta, de dois anos atrás.

Ainda hoje trago as palavras proferidas por aquele que considerava e tinha muito autoestima, mas que me destruiu como ninguém antes fizera em minha pequena jornada.

Naquela noite um pouco da esperança do evangelho que em mim morava, partira para não voltar mais! ___Fernando, você tem certeza da decisão que estas tomando? Na simplicidade do evangelho respondi.__Sim! E antes que pudesse dizer alguma coisa daquelas que haviam ensaiado, fui interrompido.__Bem, então você pode ter certeza que nem eu e nem ninguém deste ministério orará por você, não orarei para que outro colha os frutos no meu lugar!

Talvez navalhas fossem mais delicadas do que estas frases! Juntei os cacos que me sobraram e fui para casa. Deixei para trás uma teologia do medo, da repressão, do misticismo, da prosperidade, do caos, do engodo. Deixei para trás uma teologia que nunca foi e nunca será uma teologia bíblica, pois lhes faltará o verdadeiro poder de Deus, que é justamente transformar o homem em um ser melhor do que era antes!

Hoje distante, percebo que o que vivi nesses anos, e o que aprendi com as experiências ruins com a igreja e comigo mesmo, é que é muito difícil  vivermos a simplicidade do evangelho, comparado com a complexidade  do homem, se tão somente olharmos para o homem e não para Deus e para o Senhor Jesus!

Muitos são aqueles que se esforçam e criam malabarismos para transformar a beleza do evangelho em uma espécie de Frankenstein Bíblico, somente para atender as suas necessidades pessoais, sua carne e o suposto poder que lhes fora compelido por Deus e pelo Senhor Jesus, pena desses que usam o poder do evangelho para o engano, pois estes verão e terão a recompensa dos maus em suas vidas!

Após alguns anos... Após algumas experiências ruins com a igreja, ou melhor, com “aquilo” que acreditam igreja ser, finalmente pude compreender! Deus e o Senhor Jesus podem até está na igreja templo, mas eles habitam somente na  igreja carne,  ele está em você, no seu relacionamento com o próximo, na sua dedicação particular, no seu quarto em oração, na sua vida em comunhão!

Precisei sair e abandonar aquilo que achava a igreja ser, para de fato reconhecer-me como sendo a igreja que Deus verdadeiramente reconhece como sendo sua nesse lado da eternidade. Que possamos buscar a Deus e ao Senhor Jesus, com todo o nosso coração, alma e corpo, e assim, o que poderia ser impossível se torna real, tangível e especial nas nossas vidas e naqueles que nos assistem!

Paz e Vida!
Fernando Saraiva





05 janeiro, 2013


"INAUTENTICIDADE DO EVANGELHO
 E SUAS DIFERENTES PERSPECTIVAS"

Enquanto alguns olham para o presente à frente, outros se voltam para a idade média de onde, na visão deles, nunca deveríamos ter saído. Talvez essa seja a resposta, a explicação ou o problema em que a igreja (instituição) caíra e fora arrolada nos últimos séculos.
Conflitos de gerações, conflitos de estruturas antiquadas e inflexíveis diante de um mundo novo, que exige novas respostas para um arsenal de novas perguntas, também podem ser a causa desse distanciamento da igreja, do cidadão comum.
O mesmo velho discurso __Você não é deste mundo (João 15:20). __Deus tem preparado um lugar santo para você na Nova Jerusalém, aonde não haverá mais dor, nem pranto e não haverá lembranças das coisas passadas e nem mais se recordarão (Isaías 66:22; Isaías 65:17; 2 Pedro 3:13). __A carne é má, está inclinada para o “pecado”, o espírito, este sim está pronto, mas a carne é fraca (Mateus 26:41b) e entre outros argumentos são usados para atemorizar as pessoas. Nesse expediente sórdido em que você só tem duas alternativas, amar a Deus por medo de ir morar a eternidade no inferno, ou ir para o inferno sem escalas já que você é um “pecador” mesmo.
Pregam-se um evangelho, sem que ao menos aja uma reflexão do que estas palavras realmente querem dizer em um mundo cada vez mais heterogêneo como o nosso, como conviver com pessoas de diferentes fés, com diferentes perspectivas, diferentes modos de vida? Será que a Bíblia se aplica do mesmo modo a cada uma das pessoas, mesmo que estas tenham diferentes problemas? É nós, será que buscamos formas de relacionar a mensagem que recebemos na “igreja” e aplicamos em nossa vida pratica e em nossos relacionamentos?
Acredito que somente quando o verdadeiro evangelho, desprovido dos conceitos religiosos, das respostas prontas, se internalizar em cada um de nós, finalmente chegaremos a um verdadeiro dialogo, e não mais existiram brigas, disputas e intolerância de uma guerra velada, que todos os dias faz milhares de vitimas.

Somente por meio do reconhecimento da verdadeira mensagem do evangelho, poderemos conhecer o seu autêntico propósito: Mostrar o que Deus fez por nós. 
Paz e Vida.
Fernando Saraiva

04 janeiro, 2013

Um cristianismo de pontes e muros

Em minhas inflexões “Vim a perceber que meu descontentamento nunca fora com aquela igreja especificamente, mas sim com o cristianismo contemporâneo como instituição” Spencer Burke. O blogueiro Danilo Fernandes foi ao cerne da questão ao dizer que “A igreja não deveria ser vista pelo mundo como aquela que quer impor as suas “verdades”, mas como aquela que engrandece o mundo por amor a verdade.”. 

Bem, não sei ao certo em que ponto do cristianismo a igreja cristã se perdera, em quais doutrinas o amor foi institucionalizado, se estancou, se esfriou. Não sei ao certo se hoje vivemos a verdadeira “boas novas” anunciadas por Jesus em nossas congregações e na vida pratica, aquela que realmente importa!

Hoje o “amor sem diferença... o amor sem preconceito” tornou-se um amor superficial, um amor engessado, limitado pelas tensões e pré-conceitos religiosos. Falo particularmente do cristianismo, pois, acredito nele, acredito que existam pessoas que se importam com as dores dos nossos irmãos não alcançados pela graça.

É interessante e triste pensar que em menos de dois milênios... Quando se fala em igreja cristã... Um sentimento amargo e pesaroso se instala, e que ao pensar em seus seguidores, palavras como preconceituosos, intolerantes, hipócritas são facilmente encontradas, se diferenciando em muito com o proceder que fizeram com que herdássemos o titulo de Jesus (Atos dos Apóstolos 11:26).

A igreja tratou de erguer um muro entre as pessoas ao invés de construir pontes. Isto é uma realidade, um fato, não obstante reversível. Sei que não se trata de uma tarefa fácil, mas que começa pelo protesto e critica que cada um de nós pode fazer a respeito do cristianismo que nós mesmos vivemos e de como este convive com as demais pessoas ao nosso redor. Sempre temos que autoavaliar que pessoas de diferentes fés, diferentes procederes, não tem culpa e nem são culpadas de dividir o mesmo ar que você. 

Paz e Vida,
Fernando Saraiva

Antítese da Fé

“Por escolher viver os questionamentos do meu coração, sou capaz de dialogar com as pessoas de uma forma que antes eu não conseguia. Já não me vejo como um guia turístico (espiritual) Sou um companheiro de jornada e, como Robert Frost diz em seu poema: ‘Isto fez toda a diferença’.” Spencer Burke [Comentário extraído do livro Igreja Emergente de D.A Carson].

São inúmeras as razões que me fazem escrever, refletir e questionar a minha fé. Muitos se perguntam a respeito de minhas motivações e de minhas convicções, muitos dos meus textos são pesados e duros, pois em muitos deles reconheço minhas fraquezas e dissimulações. 

Meus companheiros de jornada, eu sou o mesmo de antes, talvez um pouco menos encantado com a fé nossa diária. 

Frente aos meus textos, não o culpo, se achou que eu seja uma ateu, não sou, e nem antirreligioso, antideus, nada disso, e se você pensou isso, eu posso lhe garantir que está errado! Louvo a Deus pelas vidas de homens e mulheres que conseguiram manter suas fés em alto nível, sempre fortes e aparentemente inabaláveis, infelizmente não é o meu caso, assim como Lutero escreveu a seu amigo na ocasião da morte de sua filha menor, “faltou-me a fé” em muitos pontos da caminhada!

A fé cristã não é fácil, ela requer bem mais do que pensamos, ela exige renúncia, ela te faz perguntas, ela te confronta todos os dias a respeito da distância entre o ler, ouvir, crer e praticar… E COMO temos falhando no praticar!

A verdade é que as pessoas geralmente preferem as respostas fáceis, os caminhos menos tortuosos, sem complicações diárias de confrontar-se com desafios para expor, compreender  e viver a sua fé com toda a transparência possível. 

Enganam-se aqueles que acreditam que somos bons, ou que temos algum valor especial para Deus, só por que em algum ponto das escrituras dizem que que Deus nos amou muito  “ que deu seu único filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16. Em certo sentido essa frase leva-nos a um engando, que muitos reproduzem sem se darem conta e ou se dando conta, jogam no colo de Deus essa responsabilidade.

O que muitos dissimulam é que o criador não nos amou gratuitamente, ele nos viu tão inclinados para o mal, irreconciliáveis, inimigos e zombadores de Deus, que fez do filho, sua essência, natureza e substância perfeita, um elemento de maldição para que hoje pudéssemos sermos constituídos filhos e herdeiros de Deus pelo ministério de sacrifício de Cruz realizado pelo Senhor Jesus, Gálatas 3:13, que não carregou uma simples cruz, que não teve simples pregos cravados em suas mãos, e ou sofreu escarnio e teve uma coroa de espinhos cravada em sua testa, só porque Deus te amou, mas sim porque você é um pecado irreconciliável. Compreender certas verdades da fé cristã, quase nunca é um passeio simples pelo bosque. 

É bem mais fácil entender que Deus é amor do que de fato entender que o conceito de amor de Deus é diferente do nosso conceito, ou será que qualquer pai em sã consciência, daria seu “filho” para ser açoitado, crucificado e morto pelos pecados de estranhos?

Os anos de caminhada me fizeram ter uma visão um tanto quanto diferente a respeito disso tudo, do cristianismo do púlpito, do cristianismo que confesso,, ao cristianismo que vivo... Acredito que a igreja cristã precisa se preparar para esses três tipos de cristianismo, e não somente massagear o ego de  muitos por medo de perder fiéis para a igreja da esquina que prega facilidade e ou para as religiões emergentes que pregam outro caminho, cristianismo nunca foi número, mas gente!

Por fim, a mensagem que se prega no culto do domingo, deve ser uma mensagem viva, que atravesse a semana, que saia de dentro do templo para se tornar mais real, e menos distanciada da conversa franca na mesa do café, ou no papo descontraído com os colegas de trabalho. 

A mensagem do púlpito precisa, necessita e tem urgência de ser  uma mensagem que eu possa aplicar no meu dia a dia, e em relacionamentos com pessoas que possuem uma fé diferente da minha, que possuem uma ideologia diferente da minha, e que acima de tudo, faça florescer em mim o desejo de ser verdadeiramente aquele de quem trata o Salmo 15, e talvez só assim com este dialogo franco comigo mesmo e com o próximo, possa entender a minha fé, e fazer com que Deus e o Senhor Jesus, se tornem reais e presentes nas vidas dos des_crentes como eu. 

Paz e Vida,

Fernando Saraiva

02 janeiro, 2013


“EPITÁFIO DA SEMANA QUE VEM”

 
Inicia-se mais um ano. Mas um curto período de tempo. Uma nova oportunidade, vou estudar mais, vou entrar na academia, vou conseguir um emprego melhor e mais rentável, irei me transformar em um cristão autêntico e piedoso e assim por diante... Promessas e promessas e após uma semana, nada, mais   uma, nada, na outra sim, na outra inicio os meus projetos... Chega o fim do mês e nada, nada, nada mudou, tudo continua a mesma coisa. 

Passado o período de festas, volta-se a rotina, e os planos e projetos, mas distantes e inacessíveis, falta-me tempo, soa como uma desculpa a nós, muito convincente! 

Esquivam-se e se acomodam alguns... Tudo continua a mesma coisa, pois não é um período de tempo, uma mudança no calendário, na estação do ano que irá fazer você mudar automaticamente! A mudança deve iniciar por você mesma, em suas prioridades, em sua mentalidade, e só assim tudo aquilo que parecia distante,  que parecia impossível, torna-se perto e possível.

As vezes deixamos de lutar por certos sonhos, por medo de errar, de não conseguirmos. E nos abandonamos e nos entregamos totalmente a Síndrome do Amanhã, Amanhã eu tento, Amanhã eu começo, é só mais um dia, no entanto “Esse pode ser o último dia de nossas vidas. Última chance de fazer tudo ter valido a pena.” E de repente já não temos mais todo tempo do mundo... E as horas se passam... E já não existem mais, pois já se foram.

De repente sentimos de uma só vez todo o peso daquilo que deixamos para o dia, para semana, para o mês, para o ano seguinte. Em minhas reflexões percebi que o amor é urgente! É uma necessidade que não pode ser deixada para depois... Mas que muitos vem negligenciando. Trocasse O jogo de futebol de seu filho, O primeiro dia na escola, O jantar de aniversário de casamento, por UM evento social do trabalho. 

Que no final deste novo ano, não estejamos cantando com gosto amargo na  boca aquela música dos Titãs ”Devia ter amado mais. Ter chorado mais.  Ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais. E até errado mais. Ter feito o que eu queria fazer[...]  Devia ter complicado menos.Trabalhado  menos. Ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos, com problemas pequenos. Ter morrido de amor”.

Paz e Vida.
 Fernando Saraiva 

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