22 outubro, 2010

Último Teste

Em muitos casos a razão não nos deixa raciocinar, não nos deixa enxergar o óbvio, o evidente, o lógico. Hoje entendo bem, por que a maioria dos grandes intelectuais acha e muitas vezes afirmam categoricamente a não existência de Deus. Afirmam que fomos apenas um “acidente biológico”, um mero somatório de ações aleatórias que nos levaram a existir.

Eu entendo e respeito à visão desses homens e mulheres, pois compreendo que Deus de fato existe, mas existem somente para aqueles que acreditam em sua existência, respeito muito a Bíblia em sua totalidade, mas creio que nem toda a verdade esteja contida nela, e nem todas as respostas para as nossas inquietudes se encontram detalhadas e reveladas em suas páginas, muito embora creia que o que está escrito é suficiente para alcançarmos a vida eterna, suas páginas nos dão margem e horizonte, para que possamos desvendarmos alguns mistérios.

Nos laboratórios, nos centros acadêmicos, debate-se muito a respeito da origem da vida humana, quando começa a vida? Seria no momento da fusão do espermatozoide com o óvulo? Ou seria dias depois, quando a célula já realizou  inúmeras divisões celulares? Ou seria no ato da criação divina? De seus decretos eternos?

Quando era criança, fui apresentando a algumas teorias a respeito da origem da vida em nosso humilde planeta, teoria criacionista, evolucionista, extra terrestre entre várias. É do homem querer saber a sua origem, o que de fato somos, por que existimos, para onde iremos. Fico me perguntando... Estaríamos buscando as repostas no lugar correto? Seria a ciência o único caminho para descobrirmos a razão de sermos e de existirmos? Ou estaria localizada em alguns dos inúmeros “manuais religiosos” a resposta para essas inquietações? Não sei! Só questiono!

Certa vez divagando em minhas inquietações, que brotam a cada dia, dia após dia, perguntas que martelam em minha cabeça e não me deixam descansar nunca, me indaguei, me martirizei __ Se tudo aquilo que eu creio hoje, não passasse de uma grande e sádica ilusão, interiorizada na necessidade de descobrir o meu propósito nessa existência, e se eu descobrisse que tudo aquilo que temia, rejeitava, menosprezava, fosse a resposta, fosse a “solução” para as minhas aflições? Se no final da vida, momento em que não se tem mais tempo para mais nada, descobrisse que nada do que vivi fez e fazia sentido?!

O maior medo daqueles que se dizem céticos a respeito da existência de Deus, é descobrir que ele realmente existe, e como pai afetuoso sempre se manteve por perto efetuando a reconciliação. O maior medo daqueles que se dizem religiosos e que acreditam em Deus, é descobrir que ficaram reprovados naquilo que pregavam e que Deus sempre rejeitava as suas ofertas alçadas, pois não eram de todo o coração.

Nos filmes apocalípticos de Hollywood, ver-se uma grande comoção nos principais centros religiosos do mundo, milhões de fies apegados como nunca a sua fé, as suas orações, o medo e o pavor em suas faces. Aqueles que são “realistas” e possuem o espírito de sobrevivência buscam um meio de manter-se vivos. É um fato todos querem ir para o “céu”, mas ninguém que morrer.

A morte, essa palavra tão temida por muitos, é o último grande teste dado por Deus, pois após ela, conheceremos assim como somos conhecidos. Teremos a certeza daquilo que de fato criamos. Fora dela, tudo, digo tudo é meramente especulação.

Paz e Vida!
Fernando Saraiva

21 outubro, 2010

Dependência Espiritual

Hoje em dia, é cada vez mais notório a dependência espiritual de muitas pessoas, por seus “lideres na fé”, ou como o meio “evangélico” costuma dizer os nossos “pais e mães espirituais”, que se tomam dessa prerrogativa, para assumirem um papel patriarcal ditatorial nas vidas de muitos de seus “seguidores”.

Passasse mais tempo pregando a obediência cega e desmedida aos lideres cristãos ou não, do que a própria “Palavra de Deus”, ou a quaisquer principio doutrinários. Refletindo sobre a vida em comunidade, pude notar... Que a maioria das pessoas se dividem em grupos, estes por sua vez em sub grupos, conforme as características de cada individuo.

Aqueles que possuem um “compromisso” com o evangelho, ficam próximos de pessoas igualmente “compromissadas”, evitando contatos com aqueles fracos na fé e propensos a “cair”, fico me indagando, isso é compromisso com DEUS? Ou seria uma forma de se justificar perante os outros? Creio infelizmente que seja a segunda alternativa a mais usada.

Doutrinasse erroneamente os cristãos modernos, ensinando-os a depender das orações de outros, a buscar refugio em “campanhas milagrosas”, a se sentirem culpados quando não “alcançam a tal benção prometida”, mesmo tendo destinado “rios” de dízimos, trízimos, quatrízimos e etc... Doutrinam-nos a barganhar com DEUS, como se ele fosse um “moleque”, que realizará algo em nossas vidinhas, SE tão somente dermos a nossa casa, nosso carro, metade do salário, quando não a totalidade dele. Em uma dessas “campanhas de prosperidade” existentes em quase todas as igrejas, é claro com nomes variados e configurações diferenciadas, mas que no final das contas tem o mesmo propósito o de lesar o contribuinte, digo o cristão.

Há muito tempo o evangelho, pregado nas igrejas protestantes, deixou de ser protestante de fato. Longe de mim, querer idealizar uma “igreja” denominação religiosa como a mais perfeita entidade formal existente, sempre haverá falhas, sempre haverá escândalos, sempre haverá falsos lideres e oportunistas, infelizmente sempre haverá, mas ainda creio que há muita gente sincera!

Em meu desabafo sem poesia alguma, sempre tento em minha totalidade falar a respeito do seguimento “doutrinário” que até este presente momento sigo. Chega de legalismo, chega de mentiras, chega de asneiras. A GRANDE maioria de nós “evangélicos” temos uma comunhão superficial com CRISTO JESUS. Pergunto quantos de nós, não já vimos os tais “pseudos-cristãos” (figuras deploráveis de religiosos hipócritas), cometendo atrocidades, barbaridades, ou até mesmo sendo incoerentes com o discurso pregado nas “igrejas”?  Não quero ser juiz de ninguém, também tenho minhas falhas, meus pecados... Dos quais somente eu, darei contas a DEUS! Mas chega te tanta falsidade mórbida e desmedida.

É quase impossível encontrarmos um grupo de 100 pessoas, todas que pensem iguais, isso é fato! Mesmo que estas estejam juntas em prol de uma causa social, ou classista, as motivações são diferentes, são inerentes as pessoais. Um exemplo, a maioria das pessoas que fundaram ONG em defesa de alguma causa social, foram vitimas diretas ou indiretas daquilo que hoje lutam, se tais acontecimentos não tivessem uma razão ou uma causa para terem ocorrido, será que elas estariam engajadas em alguma dessas lutas?

Infelizmente tenho hoje em dia uma visão pessimista a respeito da noiva do CORDEIRO, desta noiva que esta nos holofotes, crescendo a pesados custos, crescendo a custo de vidas preciosas. Digo NÃO! Parem de humilhá-la, parem de prostituí-la, pare de moldá-la, conforme o “discernimento espiritual”, confuso e anedótico desses lobos, loucos e mercenários lideres religiosos.

Que os verdadeiros crentes, não se calem, mas antes denunciem esse que não é o evangelho de Jesus!

Paz e vida.

Fernando Saraiva

16 setembro, 2010

"A Igreja, o Cristão e o Cristo"

Atualizado em:  20 de agosto de 2015.

Início este texto, com uma descrição do que é ser um cristão, que narra as palavras de uma jovem de vinte e três anos de idade, registradas em seu trabalho acadêmico na Universidade de Paris.

"Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto - ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus - que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por Ele. E assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é." (Convite à Loucura de Brennan Manning). 

Indago-me a respeito desta descrição, O que é um Cristão? Seria um seguidor de uma religião ou um sujeito que buscar seguir os ensinamentos de Jesus? 

A descrição da jovem acadêmica, simboliza um triste retrato do cristão moderno, perdemos a visão do mestre, sua luz, sua humildade, seu desejo de mudar o mundo, não há mais um comprometimento com as palavras do Cristo de Deus.

Nossos lideres, estão mais interessados em construir templos do que  levantar almas caídas, nossas liturgias estão engessadas, há hora para sentar, levantar, erguer os braços, colocar a mão no peito, fechar os olhos e entre outros. Muitas vezes criamos ritos, paradigmas, leis e mandamentos, que  pasmem nem nós mesmos seguimos! Não é estranho? 

A igreja com CNPJ está indo de mal a pior, e consigo está levando milhões de almas juntas, ela não mais representa as aflições do calvário, mas sim, as supostas revelações de seus lideres, de seus mandatários. 

Não prego contra a igreja institucionalizada e formal, mas ao modo que esta vem sendo enxergada nos tempos atuais, não mais como agência do céu, embaixada de Deus, mas como, mais uma peça do capitalismo e das pretensões políticas de alguns!

Se admitir realmente cristão neste mundo, não é apenas frequentar uma “igreja/templo”, trajar“roupas de crente”, andar com uma pulseira com dizeres religiosos, ter as escrituras decoradas na cabeça, mas, ser verdadeiramente igreja, morada de Deus, representante do divino, imitador de Jesus, é diminuir a distância daquilo que se fala, daquilo que se vive, sendo sal e luz ao mundo, uma carta viva de Deus, a única bíblia que o descrente ou aquele cuja a fé oscila, pode ver, ler e tocar!

Deixo o vídeo abaixo para uma reflexão sobre, a igreja, o cristão e Cristo. Paz e Vida!



Fernando Saraiva

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