01 novembro, 2015

Por uma reforma que mude a nossa base!

[Áudio Transcrito - Projeto Pregações] (Texto Base: Romanos 12: 1-2 | Tradução: King James Atualizada. | São Luís, 31/10/2015

"Portanto, caros irmãos, rogo-vos pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto espiritual. E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Romanos 12: 1-2

Ao analisar o dia de hoje, 31 de outubro, no qual o mundo e seu sistema, festejam a cultura estadunidense do dia das bruxas, comemoração esta que foi justa e amplamente utilizada pelo deus desse século, para ofuscar, o dia que marca o início oficial da reforma protestante de Martin Lutero, do qual, acredito eu, fazemos parte. Vejo, no entanto, pouca ou quase nenhuma movimentação da grande massa de crentes evangélicos no sentido de refletir sobre essa data, sobre os principais preceitos que nos fizeram romper com a idolatria e o comércio de indulgências do catolicismo romano medieval.

Diferentemente vejo, a tentativa de resgatar as festas judaicas dentro de muitas de nossas igrejas, que justamente reflete o processo de rejudaização do cristianismo, o endeusamento quase idolátrico de Israel e de sua cultura, o fermento refinado dos fariseus, que se atem mais as tradições do que a Cristo!

Analisando a história da igreja, quando esta foi fundada por Cristo em Mateus 16, ela levou 15 séculos para se corromper e cair de joelhos perante o deus desse século, que a ludibriou com riquezas e poder! Vejo a nossa história, a história protestante/[evangélica], do momento em que Martin Lutero colocou as suas 95 teses, até os dias de hoje, menos de 500 anos, e novamente nos encontramos de joelhos, prostrados diante o deus desse século, que mais uma vez cegou o nosso entendimento com as riquezas e o poder!

[Me] Questiono! Cadê o verdadeiro sacrifício vivo, santo e agradável? Que atualmente segundo alguns, se configura apenas na doação e ou coação desenfreada de dízimos e ofertas, que movimentam grandes mercados! Cadê a renovação da nossa mente por meio da palavra que liberta e salva? Que faz [mudanças sociais]. Que hoje se resume tão somente a questionar direitos civis e não mais na provisão de viúvas e órfãos conforme consta em Tiago 1:27

Quem de nós está de modo verdadeiro experimentando não somente conhecer, mas viver a boa, agradável e perfeita vontade de Deus? Mesmo em nossas imperfeições.

Que o Deus de Paz e o nosso Senhor Jesus, reviva os primeiros anos da reforma protestante em nossas mentes e em nossos corações, que possamos revisitar esse passado glorioso, no qual a maior virtude era a paixão não pelas coisas materiais e terrenas, mas em fazer a vontade de Deus.

Luto, em particular dos os dias em tentar realizar esse chamado de Deus, dado a todos os homens chamados pelo seu poder. Que este mesmo Deus de Paz, nos preencha de sua vontade e nos capacite a executá-la em nosso dia a dia, que não seja tão somente de lábios, mas em espírito e em verdade, que o nosso Senhor Jesus, nosso intercessor que vive e reina para sempre nós ajude, nessa gloriosa e justa obra, é que eu oro, Amém!

Paz e Reflexão,

Fernando Saraiva

29 julho, 2015

“Idiolatria”


Ao longo das páginas do Antigo Testamento um dos pecados mais terríveis cometidos contra Deus era, e continua a ser, a idolatria, que basicamente refere-se a prática de cultuar ídolos, imagens esculpidas em pedra, madeira ou qualquer outro material, cuja a finalidade  é  representar uma divindade em um dado culto, mas, também, faz referência a tudo aquilo que rouba o lugar do Deus invisível em nossas vida.

No Israel antigo, durante a ocupação da terra prometida por Deus a Abraão, por diversas vezes a nação hebreia se prostituiu perante os deuses dos povos vizinhos. O próprio criador, por inúmeras ocasiões lançou maldições a quem se prostrasse ou confeccionasse representações celestiais e objetos usados em cultos idolátricos.

Do Israel antigo aos dias de hoje, pouca coisa mudou, se por um lado existe a veneração, palavra atenuante que alguns usam para mascarar o termo idolatria do seu dia a dia religioso, nós protestantes/evangélicos, não ficamos atrás, com a proliferação de  fãs clubes gospel, camuflados de admiradores do ministério de A ou B, que por vez, (in)conscientemente erguidos sobre um altar de adoração de homens e mulheres igualmente falhos como nós, tendo como resultados divisões e intrigas.  

Por mais que a palavra que dar título ao referido texto, signifique a adoração de si mesmo, aproprio-me dela para falar da adoração do homem pelo homem, que dentro do meio religioso ocorre fantasiado na tênue camada da admiração ministerial, mas que torna-se visível nas defesas selvagens ocorridas logo após uma critica a estes por menor que seja, aja muita paciência com os fãs!

A idolatria de hoje é pior e mais devastadora do que a do antigo Israel, se por um lado o ídolo rachava com uma simples queda, ou podiam ser destruídos passivamente perante povos conquistadores e logo esquecidos, os ídolos modernos, seduzem com uma imagem lapidada na mídia, em milagres forjados, em números de conversões que não duram uma semana, ou por levantar uma bandeira cristã válida, mas que na verdade é usada para atender seus próprios interesses e não os do reino!

Bons exemplos de piedade, perseverança e humildade devem ser levados em consideração em nossa caminhada, mas não obstante devem ultrapassar a fina linha entre admiração e a idolatria. Não esqueçamos, Paulo foi grande, Pedro também, mais sem dúvidas quem morreu na cruz pela remissão dos nossos pecados, foi Cristo!

Que o amor de Deus na pessoa de Jesus nos ilumine para o conhecimento da verdade, hoje e sempre, amém!


Fernando Saraiva

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