01 março, 2012

A GRAÇA DE DEUS, EM UM MUNDO SEM GRAÇA”



No momento em que escrevo esse “desabafo”, inúmeras pessoas estão morrendo em um dos vários conflitos armados existentes no mundo, grande número desses, se arrastam por décadas sem uma “justificativa” plausível. Crianças perdem sua infância atuando como soldados nos campos de batalha, mulheres são violentadas tornando-se pilhagem de guerras desleais e injustas, idosos são massacrados e deixados a própria sorte, sem comida e agasalho, aqueles que não se submetem a esse regime, são terrivelmente assassinados, servindo de exemplo para aqueles que pensam em um dia rebelar-se.

Em um mundo vingativo, quem mostra misericórdia é um covarde, nas palavras de Lewis Smedes [...] O problema da vingança é que ela nunca alcança o que deseja; nunca chegará ao empate. A justiça nunca acontece. [...] Ela aprisiona ambos, o injuriado e o injuriador, a uma escada rolante de sofrimento [...]. Temos o prazer de guardar as feridas, as ofensas, as magoas, no recanto mais sombrio de nossa alma, e volta e meia revisitamo-la como forma de reviver cada momento com um gosto de quero mais, resultando na edificação de um muro construído de indiferença e de aversão.

O que difere o cristianismo das demais religiões é justamente o peso do perdão, teológica e sabiamente denominada de graça [favor imerecido]. Favor pelo qual Deus do alto de sua glória, perdoa-nos de todas as ofensas, agravos e distanciamento moral e ético pelos quais nos encontramos mortos e separados dEle, e nos reúne em um mesmo rebanho, sem levar em consideração nada de bom que exista em nós. Somos um único rebanho, formado por diferentes tribos e nações, onde a língua oficial é o perdão, e bandeira o amor.

Muitas vezes perdoar não é tão fácil como imaginamos, requer um duplo sacrifício, requer renuncia, exige de nós uma sobre carga terribilíssima de amor [de Graça], mas que resulta em uma vida sem o gosto amargo do rancor e do ódio.

Foi pelo preço do amor que Cristo padeceu na cruz, que nos dediquemos a buscar mais a Cristo e o seu exemplo, amar até mesmo aquele que perfura o seu peito.

Reflexão e Graça!

Fernando Saraiva

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